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quarta-feira, 25 de maio de 2011

A voz de uma pessoa vitoriosa

por Alfredo Pessoa 

Caetano musicou esta letra do poeta baiano, de Jequié, tropicalista: Waly Salomão (1943-2003). Waly já visitou Fortaleza, esteve na ONG Alpendre num debate. Trabalhou com o ex-Ministro Gilberto Gil e pretendia instituir em lei um livro na cesta básica do trabalhador. De sua obra a preferida era "Mal Secreto" (Jards Macalé/Waly Salomão) devidamente registrada por Luiz Melodia em 2002 (visite www.walysalomao.com.br)


Registro da Música: Maria Bethânia. Disco Álibi 1978.

A Voz De Uma Pessoa Vitoriosa (Caetano Veloso/Waly Salomão)
A7+/9               C#m7        F#7 F#7(b13)
Sua cuca batuca. Eterno zig-zag
Bm7           E7/9-            A7+/9 Em7/9 A7/13 D#7/9
Entre a escuridão e a claridade
D7/9+        D#º
Coração arrebenta
A6                          F#7/13
Entretanto o canto aguenta
B7/9                   D7/9
Brilha no tempo a voz vitoriosa
B7/9                      D7/9
Sol de alto monte, estrela luminosa
B7/9                  E7/9- A7+/9 G#m5-/7 C#7/9- G7(b5)
Sobre a cidade maravilhosa
F#m7                                 C#m7
E eu gosto dela ser assim vitoriosa
F#m7                                    Bm7 E7/9-
A voz de uma pessoa assim vitoriosa
A7+/9
Que não pode fazer mal
C#m7               F#7 F#7(b13)
Não pode fazer mal nenhum
Bm7                          E7/9   E7/9- A7+/9  Em7/9 A7/13 D#7/9
Nem a mim, nem a ninguém, nem a nada
D7/9+             D#º     A6        F#7/13
E quando ela aparece. Cantando gloriosa
B7/9                   D7/9
Quem ouve nunca mais dela se esquece
B7/9                             D7/9
Barcos sobre os mares. Voz que transparece
B7/9                          E7/9- D#m5-/7 Dm6 A7+/9
Uma vitoriosa forma de ser e viver.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Torquato Neto - 9/11/44 - 10/11/1972

Torquato Pereira de Araújo Neto (Teresina, 9 de novembro de 1944 — Rio de Janeiro, 10 de novembro de 1972).
No vídeo abaixo:


Macalé, (violão e voz), Luisão Maia (baixo) e Wagner Tiso (Piano) e Pascoal Meireles (bateria).

Na Poesia - Paulo José
Sim e não (Jards Macalé  e Torquato Neto)
sim não
mas pode ser que seja de repente
a minha frente bem na sua frente
e tudo muito rente, quente...
sente o drama:
é tudo assim tão envolvente, amor
é tudo assim tão de repente
tente agora
olho no olho
dente no dente
lentamente, é nessa hora a hora
que eu desejo o fim do fim de tudo

é o começo, o sol poente
a coisa fria e o fogo novamente
e tudo não mais que de repente
quente, quente, rente, sente


PESSOAL INTRANSFERÍVEL
escute, meu chapa: um poeta não se faz com versos. é o risco, é estar sempre a perigo sem medo, é inventar o perigo e estar sempre recriando dificuldades pelo menos maiores, é destruir a linguagem e explodir com ela. nada no bolso e nas mãos. sabendo: perigoso, divino, maravilhoso. poetar é simples, como dois e dois são quatro sei que a vida vale a pena etc. difícil é não correr com os versos debaixo do braço. difícil é não cortar o cabelo quando a barra pesa. difícil, pra quem não é poeta, é não trair a sua poesia, que, pensando bem, não é nada, se você está sempre pronto a temer tudo; menos o ridículo de declamar versinhos sorridentes. e sair por aí, ainda por cima sorridente mestre de cerimônias, "herdeiro" da poesia dos que levaram a coisa até o fim e continuam levando, graças a Deus. e fique sabendo: quem não se arrisca não pode berrar. uma citação: leve um homem e um boi ao matadouro. o que berrar mais na hora do perigo é o homem, nem que seja o boi. adeusão.