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Agrônomo, com interesses em música e política

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Fidel 84 anos




Nacido en el pueblo de Birán, en la provincia de Holguín (este), hijo de un inmigrante español y una campesina cubana, Fidel ha visto pasar desde el triunfo de la Revolución en enero de 1959 a diez presidentes de Estados Unidos.

Hoje sexta-feira, 13 do mes de agosto de 2010.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Prêmio da Música Brasileira



Depois da Homenageada do ano - Dona Ivone Lara, o grande vencedor do prêmio foi o Tantinho. Ganhou na categoria samba: melhor cantor e melhor disco com "Tantinho canta Padeirinho da Mangueira". Padeirinho e não Pandeirinho como estão escrevendo por aí nas notícias e blogs.



Alguns dos vencedores do Prêmio da Música Brasileira -
Realizado ontem 11 de agosto de 2010


Revelação do Ano: Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz

Canção: “Feita na Bahia” de Roque Ferreira interpretada por Maria Bethânia


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Instrumental

Melhor Grupo: Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz

melhor disco: Luz da Aurora, de Yamandu Costa e Hamilton de Hollanda

Melhor solista: Yamandu Costa

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Canção Popular

Grupo: Trilogia

Dupla: Zezé de Camargo e luciano

Disco: Coração do Homem Bomba ao Vivo, de Zeca Baleiro

Cantor: Cauby Peixoto

Cantora: Rita Ribeiro

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Samba

Grupo: Casuarina

Disco: Tantinho canta Padeirinho da Mangueira

Cantor: Tantinho

Cantora: Alcione

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MPB

Grupo: 4Cabeça

Disco: Encanteria, de Maria Bethânia

Cantor: Ney Matogrosso

Cantora: Maria Bethânia

Eu demitiria o(a) publicitário(a)

Eis o texto de uma propaganda eleitoral veiculada no jornal O Povo de ontem, 11 de agosto de 2010 (pág18). O custo de veiculação foi de R$ 2.250,00.

" A PROF. LUIZA LINS HOMENAGEIA TODOS OS ESTUDANTE"

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Bonner e Roberto Jeffeson

http://twitter.com/blogdojefferson

Olha o que disse o Roberto Jefferson no Twitter:

"William Bonner e Fatima Bernardes facilitaram para o meu candidato. Foram mais amenos com ele."

O Bonner e o Pitbonner

Enquanto isso, na estrevista do Jornal Nacional de 11 de agosto de 2010:

"Não me obrigue a interrompê-lo. Me perdoe. Sei que o senhor vai compreender" William Bonner para José Serra quando este ultrapassou os 12 minutos e trinta segundos.
Nem parecia o Pitbonner que entrevistou Marina e Dilma.

Não se aprende para saber...

Artigo do Jornalista Gervásio de Paula no Diário do Nordeste de 11 de Agosto de 2010

Não se aprende para saber...

Como a pauta diária da mídia brasileira atual é entrevistar candidatos, em particular aqueles que almejam ser eleitos para os cargos executivos - saber de suas linhas programáticas, de seus planos sócio-econômicos para aquilo que propõem - relembro aqui do grande municipalista brasileiro, saudoso jornalista, sociólogo e educador Américo Barreira, alguns tópicos fundamentais e atuais para a vivência eleitoral, sobre a Educação de que tanto se fala.

Partindo-se do blá-blá-blá dos mais diversos candidatos, sobre o que pretendem fazer nas áreas de Educação, Saúde e Segurança, se forem eleitos, o professor Américo Barreira dizia - onde estivesse, para quem quisesse ouvir - que "a Educação reflete o sistema a que serve". "É feita para sustentá-lo. Porquanto, aquele que desejar saber como vai a Educação no Brasil precisa conhecer antes a situação do regime, do sistema político-administrativo".

Segundo ele, na medida em que ela mina, elevando o nível de consciência política do povo, desarticula o regime. Passa a não existir o pseudo projeto oficioso da Educação. "Se existe plano é de não Educação, da não intromissão da Educação nos rumos do sistema, que é conservador, reacionário, ao qual a verdadeira Educação não pode servir", assinalou.

Para o municipalista, o que se faz, por exemplo, com a universidade, é desmoralizá-la, transformando-a numa ponte para algum ensino privado de péssima qualidade. No ensino médio, o que se criou de "inovação", por um período, foi o cursinho, uma espécie de supermercado da Educação Média no Brasil.

Para o educador Américo Barreira, a inexistência de mercado de trabalho para absorver a juventude era uma grande preocupação do socialismo. "Uma jovem sai com um diploma do curso médio e é obrigada a passar dois anos num cursinho para poder ter acesso à universidade. Lá, passa cinco ou seis anos, sai doutora e vai ter que ser motorista de táxi, balconista de supermercado ou outra casa comercial, para viver.

Viver não. Escapar. Porque o conceito de viver é viver decentemente, com salário digno, capaz de suprir suas necessidades fundamentais. É uma situação para não criar expectativa de mudança na sociedade", tonifica Américo Barreira.

Américo conhecia muito bem a realidade da criança do Interior e de alguns bairros da periferia dos grandes centros urbanos, que só vão à escola para matar a fome com a merenda escolar. Tentava transformar o ensino público, que sempre esteve dissociado da realidade e "altamente seletivo". A maioria dos jovens da zona rural não chega à 8ª série, não lhe ensinam nada sobre a sua realidade, sequer o ajudam a perceber como vive mal, que para viver melhor é preciso mudar muita coisa, a começar pelo processo obsoleto de produção. Se uma professora do interior disser que é preciso dar terra a quem não tem, certamente perderá o emprego. É um sistema tão arcaico como o sistema dominante.

O visionário Américo Barreira falava, nos idos de 1984, que "no Brasil de hoje o que domina é o interesse multinacional. Qualquer dia desses teremos a multinacional da medicina, a multinacional do remédio, a multinacional da previdência social e por aí vai", preconizou. "Tem-se de mudar o sistema vigente. O povo brasileiro terá de fazê-lo. E não é negócio de homem, de salvador", esclarecia. Pode até trazer Jesus Cristo para "resolver" e ele vai ser crucificado outra vez. A função da escola é, sem dúvida, preparar para a vida. Mas subentende-se uma vida melhor, com perspectivas mais amplas. Não se aprende para saber. Aprende-se para fazer".

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Florestan Fernandes por Antonio Cândido



15 anos sem o mestre Florestan Fernandes (1920 - 1995)

do sítio do MST - http://www.mst.org.br/15-anos-sem-Florestan-Fernandes

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Wolinski - ainda na década de 1980

Jornal EX- Edição fac similar



A imprensa Oficial do Estado de São Paulo e o Instituto Valdimir Herzog acabam de publicar edição fac similar com todos os números do Jornal EX-. Produzido entre 1973 e 1975, com periodicidade mensal, o jornal EX- foi um dos expoentes da chamada mídia alternativa durante a ditadura militar, reconhecido por suas reportagens aprofundadas, textos ácidos e imagens provocativas
Preço R$ 140,00

http://livraria.imprensaoficial.com.br/detalhes.asp?busca=35045

domingo, 8 de agosto de 2010

Seguidos e seguidores (2)





No microblog:

Cid Gomes, segue 11 e é seguido por 10.662 "pessoas".

Lúcio Alcântara, segue 105 e é seguido por 1.667.

Marcos Cals, segue 0 e é seguido por 1.464.

Soraya Tupinambá, segue 132 e é seguida por 364.

(Noite de 8 de agosto de 2010)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Debate presidenciáveis na Band




- Algumas impressões:

- Sou do tempo em que Caiado, Maluf, Collor, Aureliano disputavam eleições presidenciais. A direita explicita e clara.
- Hoje estes representantes da direita (com exceção do Aureliano)SIC estão apoiando uma das candidaturas. Óbvio que não são as do Zé Maria (PSTU) e nem a do Plínio (PSOL).
- Alianças amplas e pragmáticas a parte é bom lembrar que dos(as) quatro(as)candidatos(as) que a Band aceitou em seu debate, três são oriundos(as) do PT - a saber Marina Silva, Plinio Arruda Sampaio e Dilma Roussef. O quarto - José Serra - foi presidente da UNE e exilado político.
- Alguém imaginaria este quadro há 10 anos?
- Mas, e sempre tem um, irão argumentar que - Fulano foi da UNE, exilado e hoje está com..., o outro era democrata cristão e hoje é ..., a outra foi guerrilheira e hoje ... Sicrana era católica e hoje...
- A questão pra mim é que nenhum(ma) dos(as) candidatos(as) nega seu passado ou seu presente de esquerda. Os dois últimos presidentes assim o fizeram pois um afirmaou - "esqueçam" o que escrevi o e outro disse que "nunca foi de esquerda".
- lero-leros à parte o debate no formato adotado pela band favoreceu um "confronto"
entre os "pisando em ovos" Dilma e Serra. Cada um querendo manter sua posição nas pesquisas e se possível avançar. Dilma mais tensa e nervosa que Serra. E as propostas parecidíssimas.
- O "ninguem me ama, ninguém me quer" que o Plinio insistia em repetir, fazia parte do jogo. Portanto a tática do Serra e Dilma foi a de chamar pra si o foco.
- Plinio com um bom humor de quem sabe que está ali cumprindo tabela - foi o melhor.
- "O Serra é hipocondríaco, só fala em saúde", "Marina você parece que é do PT", "Marina você é ecocapitalista" foram alguns dos dardos venenosos disparados por Plínio.
- O objetivo estratégico de marcar a diferença, de aprofundar a questão do socialismo, de Plinio, que reputo correta pode atrapalhar os sonhos parlamentares de vários candidatos pelo Brasil que não estão até, por tática eleitoral, com um discurso mais radical.
- Marina passa a impressão de querer o lugar de Dilma no coração de Lula.
- Plinio e Dilma foram os únicos a não ficar desfiando o passado como: o de pobre de Serra, ensinando matemática para chegar na universidade ou como o da Marina no Acre, fome, pobreza e sua relação com Chico Mendes sempre citada.
- Mas, no geral, todos apresentaram generalidades (que redundância). Cada um em seu quadrado, ou como disse Plinio, ele num quadrado e os(as)outros(as)em outro quadrado.
- Falta à mídia abrir espaço para os outros Candidatos notadamente os de esquerda como o José Maria do PSTU.
- Caberia aos candidatos que se dizem democráticos, no mínimo lamentar, a não participação dos outros candidatos. Aliás, Plinio fez uma menção superficial.
- Até agora nada de novo no front.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O BEM AMADO - O FILME



O filme começa com cenas da deposição de João Goulart. Termina com cenas do comício das Diretas-Já no Rio. São dois momentos históricos importantes na história recente do país, mas não entendi bem o papel desempenhado pelas cenas no filme.
Mas, invocando outro momento histórico e parafraseando o Presidente Lula - Nunca da história desse país se juntou tanta gente boa pra fazer um filme tão ruim. Exageros à parte é mais ou menos assim.
Senão vejamos - junte um elenco Global (Marco Nanini, Matheus Narthegale, Drica Morais, Andréa Beltrão, Tonico Pereira, José Wilker) de qualidade, um criativo e inovador diretor global Guel Arraes e prá completar (olha quem está na trilha sonora) - Caetano Veloso, Berna Ceppas, Thalma de Freitas, Nina Becker, Zélia Ducan, Zé Ramalho - acrescente uma pitada da inefável...Mallu Magalhães, e que faz esta seleção de feras? Não chega nem próximo da do Dunga.
O filme não tem liga.
Mas, confesso. Fui ver com a maior boa vontade e desarmado das versões anteriores - Novela e seriado. Fim do filme as comparações são inevitáveis.
Novela e seriado são muito, mais muito superiores. E tem mais os personagens do século passado são infinitamente melhores. Nesta versão, do século XXI, estão muito bem, Marco Nanini como Odorico e Matheus como Dirceu Borboleta.

ZÉ MENEZES NO CDL DE FORTALEZA



ONTEM ZÉ MENEZES APRESENTOU-SE NO CDL DE FORTALEZA. O SHOW NO PREÇO, ISTO É DE GRAÇA, NÃO CONSEGUIU LOTAR O PEQUENO AUDITÓRIO. ZÉ DO ALTO DOS SEUS 88 ANOS (COMPLETARÁ 89 NO PRÓXIMO MÊS) ESTAVA ACOMPANHADO POR DANIELA SPIELMANN NO SAX E MARCELO GONÇALVES NO VIOLÃO. UM ESPETÁCULO IMPERDÍVEL. ALIÁS EU ESPERAVA MUITOS, MAS MUITOS MÚSICOS NA PLATÉIA PARA HOMENAGEAR AQUELE QUE ESTÁ FAZENDO 80 ANOS DE CARREIRA E EM PLENA ATIVIDADE. POUCO PÚBLICO E POUCOS MÚSICOS.
DAS COISAS QUE ACONTECEM POR AQUI CABE REGISTRAR A PARTICIPAÇÃO PÍFIA DE UMA AMIGA DA FAMILIA DE UM DOS PATROCINADORES DO EVENTO CANTANDO "NOVA ILUSÃO". SEM ENSAIO, SEM COMBINAÇÃO PRÉVIA, PEGADA NO LAÇO. FICA DIFÍCIL. MAS TEVE SEUS MINUTINHOS DE FAMA.
PS - O VIOLÃO TENOR QUE APARECE NA FOTO FOI COMPRADO EM 1935. HAJA MÚSICA, HAJA HISTÓRIA.

SAMBA POR RAFAEL NASCIMENTO



Excelente trabalho do artista RAFAEL NASCIMENTO.

http://www.escaphandro.net/

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

RUY FARIA E O MPB 4

NA PÁGINA www.ruyfaria.com/misc.html, RUY FARIA ESCLARECE SUA SAÍDA DO MPB-4.


CARTA AOS LEITORES - O GLOBO, em 19/9/2007

Gostaria de esclarecer, a respeito da matéria no Segundo Caderno (11/9), que não saí do MPB4 alegando isolamento. Saí porque o Miltinho se apossou do grupo e me isolou. Fui obrigado a sair.

Nunca pedi 25% de nada e nem quero ganhar sem trabalhar, como foi dito. Fiz realmente uma ação reinvidicando os meus direitos sobre a marca MPB4: qual seria a demanda para shows dos três, e mais quem seja, sem a marca MPB4?

Como se sabe, cinco dias depois da minha saída o Magro pediu o registro da marca em nome dele. Pois bem, no começo da ação o juiz, sabiamente, concedeu a tutela antecipada, ou seja: que eles depositassem 20% (e não 25%) dos seus ganhos em juízo até o final do processo; decisão mantida pelos srs. desembargadores. E saibam que eles levaram um tempo desobedecendo à ordem judicial.

Hoje, já com 70 anos, só quero reaver, de alguma maneira, meus direitos sobre a marca que ajudei a criar e sedimentar durante mais de 40 anos, trabalhando muito. O processo continua seguindo seus trâmites na Justiça e eu não gostaria mais de falar sobre o assunto.
Só espero estar vivo pra ver o resultado.
RUY FARIA

Esta carta foi uma tentativa de dar um basta nas matérias que vinham sendo "plantadas" na imprensa.

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Pois é, depois de quase quarenta anos, saí do MPB4. Dentre vários motivos, o pior foi mesmo porque, pela segunda vez, contra a minha vontade, me impuseram o Miltinho como nosso produtor e empresário.

Agora, só pra ilustrar, vejam o que o Miltinho (o empresário imposto) declarou, logo depois que eu saí, ao Diário do Nordeste:
Repórter- No texto, ele (eu) afirma que chegou um momento em que ele sempre perdia por 3 a 1.

Miltinho - Então? Três a um é democracia. Então era o que ele tinha que ter feito mesmo, pegar a trouxa e ir embora.


Não me agrada falar nisto, mas como sempre me perguntam, aí vão trechos da carta que os enviei e alguns curiosos acontecimentos que se seguiram.

"Aquiles, Miltinho e Magro. Depois de muito sofrimento e angústia, aqui estou eu tomando uma decisão que jamais esperei ter que tomar um dia.... no limiar deste século as coisas foram ficando, a cada dia, piores e mais difíceis para mim. ...a principal delas foi que, pela segunda vez, me impuseram o Miltinho como nosso produtor e empresário, embora sabendo que eu sempre fui contra. Nestas circunstâncias, entendi que não adiantaria mais participar de qualquer reunião, pois seria sempre voto vencido. Isolado e descontente, busquei por todos os caminhos, alguma maneira de continuar trabalhando profissionalmente, ainda que de forma passiva nas decisões, para preservar a fonte do meu sustento. Afinal estavam em jogo 40 anos de imensa dedicação, prazer e orgulho. Resisti bastante, mas meu espírito guerreiro já não está conseguindo mais superar este isolamento, este desconforto e esta atroz sensação de impotência." "Pois aí está. Hoje, muito infeliz, e acuado desta maneira, não vejo outra saída, senão, aos 66 anos, me ver impelido a este perigoso e apavorante salto no escuro. Prevejo que nessa idade vai ser muito difícil a minha subsistência; assim, penso demandar alguma parcela dos ganhos gerados por esta entidade, que ajudei a construir durante quase dois terços da minha existência. É isso aí, não dá mais, estejam livres. Boa sorte! Ruy, Natal de 2003/Janeiro de 2004. ...PS1.: Por favor, me comuniquem os compromissos já assumidos ou apalavrados, pois tenciono cumpri-los todos, com o empenho de sempre; exceto relativos novos projetos para o grupo. PS2.: Se quiserem, estou à disposição para conversar a respeito, com todos, individualmente ou com qualquer representante. "

E aí, o quê aconteceu?

1 - No dia seguinte à carta, o Miltinho enviou-me o seguinte e-mail: "Ruy, ao ler sua carta,.... verifiquei que ficou faltando sua assinatura. Como se trata de uma decisão importante para todos nós, peço-lhe que, assim que for possível nos mande a carta devidamente assinada." (Louco pra ter certeza que eu ia embora mesmo, ou não?)

2 - Plantaram uma matéria facciosa, publicada no O Globo de 31/1.

3 - No dia 29/1 (5 dias depois da carta), o Magro fez um registro da marca MPB4, em seu nome, no INPI.

4 - Puseram, em tempo recorde, um substituto no meu lugar. Curiosa também foi a sua declaração de que, logo ao tomar conhecimento da minha saída, intuiu que entraria no meu lugar.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

UMA NOITE EM 67



O filme "Uma noite em 67" é muito bom. "Meu tempo é Hoje" (Paulinho da Viola), "Lóki" (Arnaldo Baptista) e "Ninguém sabe o duro que dei" (Simonal) são superiores. Nem por isso você vai deixar de fazer uma viagem a uma noite de outubro de 1967 onde estão Roberto Carlos, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Sérgio Ricardo, MPB-4, Mutantes, Beat Boys, Marília Medalha cantando e falando no Festival da Record. Estes(a) foram os escolhidos para o documentário. Os cinco primeiros classificados.

Óbvio, que a melhor interprete do festival foi Elis Regina, cantando "O Cantador" de Dori Caymmi e Nelson Mota. Mas, não me perguntem porque, os diretores optam por colocar a excelente interpretação somente no final do filme, isto é, nos créditos. Babacas.

Nas entrevistas atuais (de 2007 a 2009), os coloridos do filme, só dá Caetano, Gil, Chico, Sérgio Ricardo, Edu Lobo e MPB-4, acrescentando os dois sempre presentes em qualquer documentário - Sérgio Cabral(PAI) e Nelson Mota. Buga, meu filho, gostou muito do filme e achou muito engraçado alguns depoimentos. O do Chico, falando sobre sua participação/não participação na tropicália é antológico.
Para mim duas falhas - faltou um depoimento da Marília Medalha e o MPB-4 não deveria aparecer nos tempos atuais sem o RUI FARIA. Poderiam esquecer a "briga" e fazer justiça a quem de fato e de direito estava naquela noite no Teatro Paramount.

Uma aula para os repórteres de TV de hoje. Vejam Randal Juliano e Cidinha Campos nos bastidores entrevistando a galera. Muito bom, muito solto. Isso muito, mas muito antes dos "criativos" da MTV. E TUDO ISSO EM PLENA DITADURA MILITAR.

ABAIXO O RESULTADO DO FESTIVAL DA RECORD DE 1967:

III Festival da Música Popular Brasileira.

Realizado no Teatro Paramount (SP).
Prêmio Sabiá de Ouro.

Melhor intérprete: Elis Regina ("O cantador")

1º lugar: "Ponteio" (Edu Lobo e Capinam), com Edu Lobo, Marília Medalha e Quarteto Novo;
2º lugar: "Domingo no parque" (Gilberto Gil), com Gilberto Gil e Os Mutantes;
3º lugar: "Roda-viva" (Chico Buarque), com Chico Buarque e MPB-4;
4º lugar: "Alegria, alegria" (Caetano Veloso), com Caetano Veloso e Beat Boys;
5º lugar: "Maria, carnaval e cinzas" (Luís Carlos Paraná), com Roberto Carlos e O Grupo;
6º lugar: "Gabriela" (Maranhão), com o MPB-4.
Melhor letra: Sidney Miller ("A estrada e o violeiro")
Melhor arranjo: Rogério Duprat ("Domingo no parque")

ASSISTA O FILME NO ESPAÇO UNIBANCO - NO DRAGÃO DO MAR - EM FORTALEZA CEARÁ