Por Marcus Vinicius
Para aqueles e aquelas jovens que nunca viveram um estado de exceção - uma ditadura - mas que insistem, hoje, em dizer que vivemos.
Oh tempus! Oh mores!
Mordaça (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
TUDO O QUE MAIS NOS UNIU SEPAROU
TODO O QUE TUDO EXIGIU RENEGOU
DA MESMA FORMA QUE QUIS RECUSOU
O QUE TORNA ESSA LUTA IMPOSSÍVEL E PASSIVA
O MESMO ALENTO QUE NOS CONDUZIU DEBANDOU
TUDO O QUE TUDO ASSUMIU DESANDOU
TUDO QUE SE CONSTRUIU DESABOU
O QUE FAZ INVENCÍVEL A AÇÃO NEGATIVA
É PROVÁVEL QUE O TEMPO FAÇA A ILUSÃO RECUAR
POIS TUDO É INSTÁVEL E IRREGULAR
E DE REPENTE O FUROR VOLTA
O INTERIOR TODO SE REVOLTA
E FAZ NOSSA FORÇA SE AGIGANTAR
MAS SÓ SE A VIDA FLUIR SEM SE OPOR
MAS SÓ SE O TEMPO SEGUIR SEM SE IMPOR
MAS SÓ SE FOR SEJA LÁ COMO FOR
O IMPORTANTE É QUE A NOSSA EMOÇÃO SOBREVIVA
E A FELICIDADE AMORDACE ESSA DOR SECULAR
POIS TUDO NO FUNDO É TÃO SINGULAR
É RESISTIR AO INEXORÁVEL
O CORAÇÃO FICA INSUPERÁVEL
E PODE EM VIDA IMORTALIZAR
terça-feira, 19 de agosto de 2014
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
A vida não é justa
por Sandra Helena de Souza
Nesse intervalo, participei de dois seminários promovidos por jovens alunas do curso de Psicologia da Unifor, cujo tema era o amor. No primeiro, em 2013, onde os convidados palestrantes fomos reunidos por perspectivas epistêmicas, e onde eu representava, vejam que pretensão das meninas, a ‘visão filosófica’ do amor, aproveitei para fazer uma catarse pública de meus demônios nessa matéria lendo um de meus artigos publicados nessa sessão, no ano de 2012, um dos mais comentados e compartilhados, de título ‘O Nosso Amor de Ontem’, onde eu me despedia, ainda sem disso ter plena consciência, de um grande amor que se exauria de modo irreversível. Na ocasião, afirmando que me dirigia às ‘vítimas’ do amor, levei a imensa plateia às lágrimas, com voz embargada e tomada de forte emoção. Isso me valeu um segundo convite para edição do mesmo evento agora em 2014, quando fiz a plateia rir das diatribes de quem já se considerava uma ‘sobrevivente’ do amor, disposta a dar lições, vejam que pretensão, para as jovens gerações, que ainda serão elas mesmas talhadas por essa experiência ímpar e tão decisiva que é o (des)enlace amoroso. Nesse dia também criei arestas pueris e desnecessárias.
Era hora de ler o livro. Fiquei encantada. Vi que de fato nossas dores nunca são tão assombrosas, ou as piores. O buraco sempre pode ser maior nesse mundão de desentendimentos, incompreensões, e, sobretudo deslealdades afetivas.. Só que, na condição de juíza da vara de família, a autora que tem por profissão solucionar dramas terríveis, e outros nem tanto, conseguiu, de modo despretensioso, aquilo que eu tentara sem muito sucesso: proporcionar uma paidea amorosa-familiar às avessas, e sem oferecer lições, apresenta de modo leve e quase jocoso, uma ‘etnografia de corações partidos’, entre casais e pais e filhos.
Para minha honra e júbilo, o juiz Leonardo Resende Martins, diretor do Foro da Justiça Federal do Ceará, me fez convite irrecusável: participar como debatedora da palestra de Andréa Pachá, amanhã à tarde, sobre seu magnífico livro. Sim, eu concordo com ela: ‘a vida não é justa’. A natureza também não é. Mas não podemos abdicar da coragem da verdade sobre isso. E nunca desistir de sobreviver às injustiças com dignidade e certa alegria. E oferecermos para as jovens gerações um pouco daquilo que aprendemos sobre a humanidade em nós. Pode sim fazer diferença para os egóticos corações partidos.
http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2014/08/13/noticiasjornalopiniao,3297220/a-vida-nao-e-justa.shtml
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Esquecimento (Vicente Celestino - Mário Rossi)
Esquecimento - Tango-Canção
Música: Vicente Celestino. Letra: Mario Rossi.
No amor, a posse é o lindo prêmio cobiçado:
D'ela dimana a mais excelsa embriaguez...
Supremo culto de carinho e de pecado
Que vale a pena se tentar mais de uma vez.
Um grande amor floresce e morre, num momento,
Sob a eclosão do mesmo olhar que o germinou...
Depois de tudo é natural o esquecimento
Que o tédio deixa sobre o sonho que passou.
D'ela dimana a mais excelsa embriaguez...
Supremo culto de carinho e de pecado
Que vale a pena se tentar mais de uma vez.
Um grande amor floresce e morre, num momento,
Sob a eclosão do mesmo olhar que o germinou...
Depois de tudo é natural o esquecimento
Que o tédio deixa sobre o sonho que passou.
Eu não recordo o nosso amor...
- enganador...
O rompimento é natural
- e sempre igual...
Quem vive: sofre...
O amor só traz desilusão
Ao triste cofre que se chama: coração!
Não sei porque, eu penso em ti neste momento!
Em que releio tantos versos que eu te fiz!...
Se o nosso amor já naufragou no esquecimento
Porque será que estou chorando e sou feliz?...
- Quisera odiar-te, para sempre, alma fingida,
Mas, pouco a pouco estou perdendo esta ilusão:
Tu viverás dentro de mim por toda a vida
Porque a saudade não me sai do coração...
Eu não recordo o nosso amor...
- enganador...
O rompimento é natural
- e sempre igual...
Quem vive: sofre...
O amor só traz desilusão
Ao triste cofre que se chama: coração!
- enganador...
O rompimento é natural
- e sempre igual...
Quem vive: sofre...
O amor só traz desilusão
Ao triste cofre que se chama: coração!
Não sei porque, eu penso em ti neste momento!
Em que releio tantos versos que eu te fiz!...
Se o nosso amor já naufragou no esquecimento
Porque será que estou chorando e sou feliz?...
- Quisera odiar-te, para sempre, alma fingida,
Mas, pouco a pouco estou perdendo esta ilusão:
Tu viverás dentro de mim por toda a vida
Porque a saudade não me sai do coração...
Eu não recordo o nosso amor...
- enganador...
O rompimento é natural
- e sempre igual...
Quem vive: sofre...
O amor só traz desilusão
Ao triste cofre que se chama: coração!
A Tragédia do Som
Pro Mateus, Bruno, Felipe, Alan, Roberto B. Leite, Gil Sá, Eva e Alfredo Pessoa.
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Roberto Bezerra Leite
Anelis Assumpção e os amigos imaginários
Song to Rosa
(Anelis Assumpção)
Rosa é uma mulher que sabe o que quer
Ela casou e no dia da festa ela foi ao cinema
Ela não podia perder a sessão maldita
Nem tampouco perder a chance de provocar
Pois seu compromisso mesmo era com a vida
E foi aos trancos que ela se fez acreditar
Rosa fugiu da polícia
Rebolou na pista
Se aculturou chorou
Viveu a morte enquanto gerava uma vida
Sofreu por amor
Cresceu secou
Regou o jardim brotou brotou
E como a flor se defendeu em espinhos
Ela sabe o que quer
E assim como eu é uma mulher
Mas se deus quiser
Quando eu crescer eu vou ser
Uma rosa
Ela não sabe o que quer
Assim como eu ou outra mulher
Mas quando eu crescer
Se deus quiser
eu vou ser uma Rosa
Video Clipe realizado por Ava Rocha
Imagens: Ava Rocha e Na Lata
São Paulo 2014
FICHA TÉCNICA
Bruno Buarque -- Bateria/MAU -- Baixo/Lelena Anhaia -- Guitarra e Baixo Acústico/Zé Nigro -- Voz Guitarra e Orgão/Edy Trombone -- Trombone/Thalma de Freitas -- Voz e vocal/Anelis -- Voz e Vocal/
Céu - Vocal
Victor Rice - Mixagem
Arranjo de metais: Edy Trombone, Zé Nigro e Anelis
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Tuco e Nelson Sargento
Por Marcus Vinicius
Mesmo Sangue na Veia, samba de Nelson Sargento e Marreta
Mesmo Sangue na Veia, samba de Nelson Sargento e Marreta
O Tuco vai estar no Falso Amor Sincero, neste sábado dia 09 de agosto de 2014.
Onde - Kukukaya
Horário - 16 às 20 h.
Preço - R$ 10,00 (Estudantes e acima de 60 anos)
R$ 20,00 (Inteira)
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Meu Castelo
Por Iana Soares
Há 29 anos, Antônio não aguentou o coração. Morreu aos 49, antes de me conhecer. Soube que gostava de vacas, estudou agronomia na UFC e lá encontrou Neuma, uma moça do Jaguaribe. Durante a faculdade, não podiam viajar porque isso não era coisa de mulher de família. No último ano, casaram e puderam ir para algum lugar onde devem ter sido felizes. Plantaram uma vida em Mombaça e outra em Fortaleza. Tiveram Jeovah e outros quatro. Jeovah conheceu Eliana, inventaram um amor e me tiveram (e outras duas fofurinhas incríveis). Entre o Soares e o Meireles, fincaram o Castelo, homenagem e sobrenome do Antônio, que foi meu avô sem ter sido.
Por ter ido embora um ano antes de eu nascer, o vô Castelo era uma foto na parede. Um retrato bonito, de queixo levantado, olhando para algum ponto logo atrás do fotógrafo. Talvez encarasse o tempo que jamais viveria. Recentemente, o Castelo veio me encontrar sem carta, bilhete ou aviso.
Fiz a edição de imagens do livro Arena Castelão, publicado pela Fundação Demócrito Rocha, há um mês. No lançamento, descobri que o Plácido Aderaldo Castelo era primo legítimo do meu avô. José Freire Castelo, filho do Castelão, costurou o parentesco quando fui lhe perguntar sobre o sobrenome, após ouvi-lo dizer que também era de Mombaça.
Na última semana, o jornalismo me levou até o alpendre de Raimundo Castelo Cidrão, em Marrecas, um distrito miúdo no sertão de Tauá. Sorri com a coincidência do sobrenome para depois me arrepiar com o parentesco: ele é filho de Laura Castelo, irmã de Anésia Castelo, mãe do meu vô Castelo. Primos legítimos. Com os pés pendurados fora da rede, me observou com os olhos já apertados do tanto que enxergaram em 88 anos e disse: “é, menina, você tem mesmo uma aparência dos Castelo”.
O mundo é imenso, mas o castelo de cada um sempre será maior, silencioso e entranhado no que arriscamos ser. Nesses tempos estranhos, de tristezas e decepções familiares, encontrei o abraço faltante no avô que já não está e nunca esteve. Talvez o perdão venha através de uma saudade desconhecida. Ou da esperança de que o passado seja mais um lugar de carinho e respeito do que de mágoas.
http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2014/08/04/noticiasjornalopiniao,3292402/meu-castelo.shtml
Há 29 anos, Antônio não aguentou o coração. Morreu aos 49, antes de me conhecer. Soube que gostava de vacas, estudou agronomia na UFC e lá encontrou Neuma, uma moça do Jaguaribe. Durante a faculdade, não podiam viajar porque isso não era coisa de mulher de família. No último ano, casaram e puderam ir para algum lugar onde devem ter sido felizes. Plantaram uma vida em Mombaça e outra em Fortaleza. Tiveram Jeovah e outros quatro. Jeovah conheceu Eliana, inventaram um amor e me tiveram (e outras duas fofurinhas incríveis). Entre o Soares e o Meireles, fincaram o Castelo, homenagem e sobrenome do Antônio, que foi meu avô sem ter sido.
Por ter ido embora um ano antes de eu nascer, o vô Castelo era uma foto na parede. Um retrato bonito, de queixo levantado, olhando para algum ponto logo atrás do fotógrafo. Talvez encarasse o tempo que jamais viveria. Recentemente, o Castelo veio me encontrar sem carta, bilhete ou aviso.
Fiz a edição de imagens do livro Arena Castelão, publicado pela Fundação Demócrito Rocha, há um mês. No lançamento, descobri que o Plácido Aderaldo Castelo era primo legítimo do meu avô. José Freire Castelo, filho do Castelão, costurou o parentesco quando fui lhe perguntar sobre o sobrenome, após ouvi-lo dizer que também era de Mombaça.
Na última semana, o jornalismo me levou até o alpendre de Raimundo Castelo Cidrão, em Marrecas, um distrito miúdo no sertão de Tauá. Sorri com a coincidência do sobrenome para depois me arrepiar com o parentesco: ele é filho de Laura Castelo, irmã de Anésia Castelo, mãe do meu vô Castelo. Primos legítimos. Com os pés pendurados fora da rede, me observou com os olhos já apertados do tanto que enxergaram em 88 anos e disse: “é, menina, você tem mesmo uma aparência dos Castelo”.
O mundo é imenso, mas o castelo de cada um sempre será maior, silencioso e entranhado no que arriscamos ser. Nesses tempos estranhos, de tristezas e decepções familiares, encontrei o abraço faltante no avô que já não está e nunca esteve. Talvez o perdão venha através de uma saudade desconhecida. Ou da esperança de que o passado seja mais um lugar de carinho e respeito do que de mágoas.
http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2014/08/04/noticiasjornalopiniao,3292402/meu-castelo.shtml
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Batatinha e o ministro
Por Marcus Vinicius
Ministério do Samba (Batatinha)
Eu que não tenho um violão
Faço samba na mão
Juro por Deus que não minto
Quero na minha mensagem prestar homenagem
E dizer tudo que sinto
Salve o Paulinho da Viola
Salve a turma de sua escola
Salve o samba em tempo de inspiração
O samba bem merecia
Ter ministério algum dia
Então seria ministro Paulo César Batista Faria (bis)
Ministério do Samba (Batatinha)
Eu que não tenho um violão
Faço samba na mão
Juro por Deus que não minto
Quero na minha mensagem prestar homenagem
E dizer tudo que sinto
Salve o Paulinho da Viola
Salve a turma de sua escola
Salve o samba em tempo de inspiração
O samba bem merecia
Ter ministério algum dia
Então seria ministro Paulo César Batista Faria (bis)
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