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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Diumtudo - Os dez discos de 2015 (9)

A pedido de Rogério Ribeiro selecionei meus 10 discos de 2015. Ressalto que são discos dos que comprei durante o ano e não dos que foram lançados no ano. Cheguei a 26 discos, mas o amigo só queria dez. Ficaram muitos bons discos de fora da relação.
 
9 - BOB DYLAN - Shadows in the night
 
 

Diumtudo - Os dez discos de 2015 (8)

A pedido de Rogério Ribeiro selecionei meus 10 discos de 2015. Ressalto que são discos dos que comprei durante o ano e não dos que foram lançados no ano. Cheguei a 26 discos, mas o amigo só queria dez. Ficaram muitos bons discos de fora da relação.

8. SUSANNA STIVALI - caro Chico






 

Diumtudo - Os dez discos de 2015 (7)

A pedido de Rogério Ribeiro selecionei meus 10 discos de 2015. Ressalto que são discos dos que comprei durante o ano e não dos que foram lançados no ano. Cheguei a 26 discos, mas o amigo só queria dez. Ficaram muitos bons discos de fora da relação.

7. CÉLIA - Aquilo que a gente diz

 

Diumtudo - Os dez discos de 2015 (6)


A pedido de Rogério Ribeiro selecionei meus 10 discos de 2015. Ressalto que são discos dos que comprei durante o ano e não dos que foram lançados no ano. Cheguei a 26 discos, mas o amigo só queria dez. Ficaram muitos bons discos de fora da relação.

6 - GUINGA - Porto de Madama





Diumtudo - Os dez discos de 2015 (5)

A pedido de Rogério Ribeiro selecionei meus 10 discos de 2015. Ressalto que são discos dos que comprei durante o ano e não dos que foram lançados no ano. Cheguei a 26 discos, mas o amigo só queria dez. Ficaram muitos bons discos de fora da relação.

5. MARIANA AYDAR - Pedaço duma asa 






Diumtudo - Os dez discos de 2015 (4)

A pedido de Rogério Ribeiro selecionei meus 10 discos de 2015. Ressalto que são discos dos que comprei durante o ano e não dos que foram lançados no ano. Cheguei a 26 discos, mas o amigo só queria dez. Ficaram muitos bons discos de fora da relação.

4.  SIMONE MAZZER - Férias em videotape



Diumtudo - Os dez discos de 2015 (3)

A pedido de Rogério Ribeiro selecionei meus 10 discos de 2015. Ressalto que são discos dos que comprei durante o ano e não dos que foram lançados no ano. Cheguei a 26 discos, mas o amigo só queria dez. Ficaram muitos bons discos de fora da relação.

3. FABIANA COZZA - Partir





 

Diumtudo - Os dez discos de 2015 (2)

A pedido de Rogério Ribeiro selecionei meus 10 discos de 2015. Ressalto que são discos dos que comprei durante o ano e não dos que foram lançados no ano. Cheguei a 26 discos, mas o amigo só queria dez. Ficaram muitos bons discos de fora da relação.
 
2. VALÉRIA LOBÃO - Noel Rosa, preto e branco












Diumtudo - Os dez discos de 2015

A pedido de Rogério Ribeiro selecionei meus 10 discos de 2015. Ressalto que são discos dos que comprei durante o ano e não dos que foram lançados no ano. Cheguei a 26 discos, mas o amigo só queria dez. Ficaram muitos bons discos de fora da relação.

  1.  ELZA SOARES - A mulher do fim do mundo. 



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Igor Lima Ribeiro






Despedida do Bar do Chaguinha - 26 de Julho de 2015














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15 de outubro, dia do professor: há o que comemorar?

por Américo Souza

Sempre achei que ser professor é mais do que pertencer a uma categoria profissional. Tão pouco considero que seja um sacerdócio, ou uma vocação abnegada de pessoas iluminadas. O que significa então ser professor? Esta é a pergunta que se instalou em minha cabeça há 15 anos, quando iniciei na docência. Ainda não tenho uma resposta precisa para oferecer, mas gostaria de compartilhar aqui algumas reflexões que me fazem acreditar que estou mais próximo de tê-la.

Costumo pensar que eu caí na docência por acaso, que o que eu queria mesmo, quando ingressei no Curso de Licenciatura em História, foragido da Engenharia, era ser um oráculo que falasse frases belas e de efeito, que todo mundo achasse o máximo. Ser um pesquisador brilhante, agente de descobertas que mudariam a forma como pensamos a trajetória histórica do Brasil e do mundo, esse era o meu pretencioso sonho de calouro.

Sim, eu já fui um abestado, talvez tenha sido o maior de todos.

Naquele tempo ser professor apresentava-se a mim como algo que exigia um sacrifício altruísta do qual eu não era capaz.

Guardava comigo muito respeito e admiração pelos meus professores, mas
guardava também, seus lamentos pelas condições de trabalho desfavoráveis: infraestrutura comprometida, ambiente de trabalho desconfortável, parcos recursos financeiros, limitações de materiais didáticos-pedagógicos e tecnológicos, o peso da burocratização, o desinteresse da maioria dos estudantes, dentre outras. Não me concebia capaz de enfrentar tudo isso. No entanto, compelido pelo previsível fracasso do idílio primeiro e pela necessidade do vil metal, ministrei minhas primeiras aulas em março de 2000, no Curso de História do Campus de Araguaína-TO da então UNITINS, hoje UFTO,

Passados 15 anos, posso dizer-lhes que sou aquele professor que adora o período de férias, quando os estudantes desaparecem e tudo se aquieta, como a calmaria que se segue à tempestade. Os primeiros dias são de um alívio regenerador, os demais de uma sofreguidão ansiosa, quase uma crise de abstinência; desejo inconteste de que as aulas recomecem: a gente não sofre de emoções, sofre de retórica, aprendi um dia desses.

Pois bem, hoje me sinto – e me sinto feliz, importa dizer – mais professor do que historiador. Por que me sinto assim? Esta é a segunda pergunta que mais escuto (a primeira é se a atividade que pedi à turma vai valer ponto), e a que mais faço a mim mesmo.

O discurso pedagógico dominante no senso comum responsabiliza em demasia os professores quanto à prática pedagógica e à qualidade de ensino. Embora isso apenas reflita a realidade de um sistema centrado na figura do professor como condutor visível da ação educativa (algo que precisamos mudar com urgência), reflete, também, como a sociedade atual afeta a educação formal (escolar e universitária), transferindo a esta e, principalmente, aos professores, um número cada vez maior de funções, para as quais muitas vezes não estamos preparados e, muitas vezes, são funções não relacionadas diretamente com a nossa profissão. É preciso ter clareza das funções do professor para não se sujeitar à desprofissionalização.

A partir de minha experiência individual e particular como docente percebo que, para além da complexidade inerente à docência, ao estar em sala de aula (este universo plural, de múltiplos desejos, expectativas, afetos, dores e prazeres), colocam sobre os nossos ombros uma carga extra de responsabilidade, que, em muitos aspectos resulta do abandono que as famílias e a sociedade dedicam às crianças e aos jovens, para os quais já não têm tempo, nem paciência e, por isso mesmo, delegam ao outro incumbências que são suas.

Tudo bem, você deve estar pensando, mas o que isso me diz sobre o “sentir-se feliz” mencionado anteriormente? Isso diz muita coisa, acredite. Muito embora a sociedade e em especial as famílias devam assumir suas reponsabilidades educativas, esse movimento de hiper-responsabilização dos professores tem algo a nos ensinar. A vida não existe como uma engrenagem perfeita, com cada peça exercendo sua função e nada mais que isso. Na vida a regência maior é feita pelo imponderável e não pelo previsível. Compreender e aceitar esta realidade é difícil. Por isso ficamos doentes de
tanto buscar uma harmonia plena, que não existe.

O trabalho do professor, como eu o concebo, é uma ação transformadora tanto objetiva, quanto subjetiva, revestido de peculiaridades que lhes são próprias. Devemos ensinar história, matemática, engenharia, agronomia, mas também devemos provocar em nossos estudantes reflexões sobre a vida, sobre suas dores e delícias. Em outras palavras, assim como não devemos nos deixar sobrecarregar assumindo responsabilidades que são de outros, seguramente não podemos cair da esparrela de formar crianças e jovens para que atinjam metas objetivas e estreitas, como passar no ENEM, ou ingressar bem no mercado de trabalho. Não podemos empobrecer o universo.

Estou em pleno acordo com o filósofo Mário Sérgio Cortella, quando este afirma que todo professor íntegro (que o é por inteiro) leciona por amor. Não por amor ao trabalho, como já insinuou um certo político, mas por amor à ideia de que gente foi feita para ser feliz, ou, como disse Caetano Veloso, “para brilhar e não para morrer de fome”.

Por isso mesmo não acredito em uma docência que não sofra da incapacidade de achar que as coisas são como são e não há alternativas. Mudar o modo como as coisas são é, ou pelo menos deveria ser, o princípio (fundamento), o meio (método) e o fim (objetivo) da prática docente.

A educação é um espaço de conflitos, rejeições, antipatias, paixões, adesões, medos e sabores. Por isso a prática docente exala humanidade e precariedade. A criação e a recriação do conhecimento não estão apenas em falar ou fazer coisas prazerosas, mas, principalmente em falar e fazer as coisas com prazer. Quando um educador encontra alegria em seu ofício, ele inspira interesse pelo que ensina e isso o faz feliz.

Isso me faz feliz, porque renova em mim a esperança de que o mundo pode ser um lugar. Há quem diga que, em se tratando da realidade educacional brasileira, esta esperança é uma tolice. Como se ter esperança se temos que ministrar aulas em salas precárias e lotadas, se não há os recursos técnicos necessários, sem um salário suficiente, sem a necessária valorização pela sociedade? Pois bem, é justamente em condições adversas que a esperança se faz ainda mais necessária, mesmo
imprescindível. Só se desiste de algo, ou de alguém, quando morre a esperança. Se não posso desistir da docência, igualmente não posso perder a esperança de que ela pode sim modificar as pessoas e as coisas. Como bem disse Belchior, “Amar e mudar as coisas, me interessa mais”.

Por fim, em resposta à pergunta que nomeou e inspirou este texto eu digo: sim há o que comemorar. Há que se celebrar a persistência da esperança em poder fazer do mundo um lugar melhor do que é hoje.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Quem dera ser um hub

por Sandra Helena de Souza

Em tempos de acirramento feroz dos ânimos políticos, parece impossível encontrar alguma causa comum. O mantra ‘contra a corrupção’ sofre de desgaste crônico por variados motivos e mais divide que congrega. Além do mais, ser ‘contra’ não entusiasma tanto como ser a favor: a diferença entre luta reativa e criativa. Entre nós, no entanto, o milagre se viu nas capas dos jornais a partir de fina orquestração do governador Camilo Santana. Juntaram-se todos, nesse caso quase todos mesmo, desde o governador coronel dos tempos autoritários, o empresário, o político, prefeito, sociedade civil organizada, todos os partidos à exceção da extrema esquerda, mídia, todos. Nada parecido desde a luta pelas diretas.

Aliados, adversários e mesmo inimigos, todos perfilados atrás do governador, que assim demonstrou que o impossível tem endereço: o aeroporto. ‘Todos unidos pelo Hub da TAM’. “Unidos somos mais fortes. Precisamos fazer uma grande campanha aqui no Ceará para que possamos trazer esse empreendimento para nosso estado”, disse o governador na tentativa de sensibilizar os cearenses.

Consolidar a vocação turística e fortalecer a economia de serviços era então o que podia nos unir a todos. Como demoramos tanto a descobrir?

Os números dos Mapas da Violência e o recente IHA (Índice de Homicídios na Adolescência) têm afirmado repetidamente que são os jovens de camadas sociais mais vulneráveis as maiores vítimas da violência que se alastra pelo País. O levantamento feito pelo Programa de Redução da Violência Letal (PRVL do Governo Federal, em parceria com a Unicef, o Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise de Violência da UERJ) mostra Fortaleza como a capital que tem o maior índice de homicídios entre jovens (9,9 por mil). O prognóstico é tenebroso: Fortaleza perderá 2.988
jovens de 12 a 18 anos mantidas as condições atuais.

Por seu turno, a justiça interdita centros de ressocialização de adolescentes em conflito com a lei e constata crise aguda no monitoramento de medidas socioeducativas em meio aberto. A crise econômica serve para justificar cortes orçamentários - que de resto sempre ocorreram mesmo em tempos de vacas gordas - que atingem em cheio as políticas de proteção social. Fala-se em redução de maioridade penal e chega-se mesmo a considerar razoável que se impeça a frequência da juventude pobre em praias e shoppings. A esmagadora maioria dos crimes de homicídio cometidos contra esses jovens, por outros jovens ou policiais, nem mesmo chegam a ser investigados. ‘Deixa morrer’.

Ao ver o noticiário sobre o ato de lançamento da campanha pelo hub, não consegui ficar indiferente ao extremo apelo simbólico das fotografias. Não é todo dia que se consegue reunir a nata da política e economia local em torno de uma pauta. Todos os antagonismos momentaneamente suspensos. Fiquei a pensar em todos os jovens que tombam miseravelmente e não viverão para ver o hangar da TAM. Sonhei com aquelas expressivas lideranças todas unidas pela infância e adolescência pobre do Estado. É pedir demais?
O governador já provou que pode. E quem pode o mais, não pode o menos?

http://www.opovo.com.br/app/opovo/dom/2015/09/26/noticiasjornaldom,3510362/quem-dera-ser-um-hub.shtml

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Dúvida

Valsa de Luiz Gonzaga e Domingos Ramos

Com Augusto Calheiros



Dúvida - Augusto Calheiros
Composição: Domingos Ramos / Luiz Gonzaga

Não sei por que razão
Tu tens ciúmes.
Não sei por que razão
Não crês em mim

Se sabes que te quero
Que o meu amor
É tão sincero
É demais duvidar tanto assim!
Ai de mim!

Não sei por que razão
Tu tens ciúmes.
Não sei por que razão
Não crês em mim!

Bem vês
Que vivo escravizado
E preso ao teu encanto!
Não deves duvidar assim
De quem te adora tanto!
Não deves duvidar de mim
Porque não tens razão!
Assim torturas sem querer
Meu coração!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Esplar

Por Lena Leão


O Esplar lançou seu livro!

Mas, tem histórias e profissionais bons o suficiente pra lançar uma biblioteca.

Experiências lindas, pessoas raras, conquistas, resgates, mudanças são marcantes na trajetória dessa instituição cearense que ousa viver e resiste há mais de 40 anos.

E essa história é muito diferenciada pela coragem de ser uma ferrenha defensora da agroecologia; de apostar todas as suas cartas no feminismo; por querer incansavelmente entender e explorar o potencial do semiárido, pesquisando alternativas para conviver com as irregularidades do nosso clima sejam as secas sejam as cheias que sempre penalizam nosso sertão; por enxergar as crianças já como seres capazes não só de mudar, mas de melhorar o futuro, respeitando o (ante)passado... 

Quem conhece o Esplar conhece o exemplo de que "sonho que se sonha junto é realidade". E eu faço parte deste sonho.