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sábado, 16 de abril de 2011

O inferno são os outros

Essa vem do blog Talabarte - http://talabarte.blogspot.com/ do músico, zitolibador e jornalista Felipe Araújo.

"Dirigir em Fortaleza é um verbo intransitivo. Eu dirijo e ponto. Eu sigo lento na faixa esquerda, eu paro em faixa dupla, eu faço conversões proibidas, eu fecho cruzamentos. Eu posso. Eu, eu, eu. E o restante dos motoristas que se dane. O inferno são os outros. Ao volante, o fortalezense perde o registro da alteridade e revela sua face mais sórdida, sua vocação para a tirania e para a grosseira. Leso ou tosco, a Cidade tem o pior motorista do Brasil. Uma cidade de formação despudoramente patrimonialista, tocada por uma elitezinha escrota, incivilizada e acéfala, que emporcalha as ruas pelo vidro da Hilux e quer politizar engarrafamentos e buracos, não podia gerar outro tipo de trânsito. Ai de ti, Fortaleza - essa falsa holandesa que se deslumbrou com seu rosto refletido numa imensa poça de lama na Aldeota e mal sabe dar na Dom Manuel. Agroboys e playboys de todas as classes sociais saúdam tuas distâncias. E estupram tua delicadeza."

Adauto, Cid e o desembargador


Por Demitri Túlio



Memórias são águas nunca passadas. E amanheci encafifado com o poder de Adauto Bezerra




Do atencioso coronel do Exército Bayma Kerth, já na reserva, recebi há alguns anos um envelope grande e uma cartinha datilografada. Ontem, sexta-feira chuvosa, o farnesim me tentou e voltei a escarafunchar o dote. Diz assim a missiva:

“Prezado jornalista Demitri, conforme combinado, estou remetendo cópias de alguns documentos do SEI (Serviço Estadual de Informação) que tinha em meu poder. Alguns até originais, porque talvez interesse a um jornalista político possuir cartões e até envelopes subscritos por Virgílio Távora. Dentre outros documentos, destaco o meu discurso de passagem do cargo ao final do mandato. De forma sumária dá ideia das atividades do SEI. Há ainda, um informe político completo sobre a análise feita pelo SEI a respeito da sucessão de 1982. Neste particular, confirmo o que lhe disse pelo telefone. Que o acordo que indicou o governador Gonzaga Mota foi firmado em reunião sigilosa realizada na minha residência, à rua Eduardo Sabóia, 84, Papicu, entre Virgílio, Adauto e um representante do Serviço Nacional de Informações (SNI).É a primeira vez que trato deste assunto. Porque não mais se justifica a manutenção do sigilo, considerado importante na ocasião. No mais, vai um retrato tirado no SEI e outros escritos que, talvez, também possam interessar. Obrigado pela atenção e um abraço.”

E por quais moinhos d´águas, resolvi remexer no que estava enfurnado? Porque memórias são águas nunca passadas. E amanheci encafifado com o poder de Adauto Bezerra, já vascolejado de forças do atraso pelos Ferreira Gomes e Jereissati. Um coronel sobrevivente da Ditadura, que eu diria, nunca perdeu a majestade e é um exímio semeador de pé de “cá te espera”. E arriscaria ainda, um Nostradamus na atual política cearense.

Nos bastidores da entrevista que concedeu para as Páginas Azuis do O POVO, em outubro do ano passado, Adauto brincando comigo e o repórter Cláudio Ribeiro, descobriu que eu e o “promotor” Teodoro da Silva Santos havíamos sido sargento da Polícia.

Corrigiu-me sorrindo de orelha a orelha: “promotor não, Procurador”. E foi além. Na despedida da boa prosa que se esticava até o elevador de seu gabinete no BIC Banco, ainda preservado no Centro de Fortaleza, profetizou: “Anote aí, Teodoro vai ser desembargador no próximo ano”. Desembargador? “Sim, desembargador!”.

E para surpresa mediúnica, o Ferreira Cid Gomes indicou Teodoro para o Tribunal de Justiça do Ceará. Profético, Adauto! Volto aos documentos que o coronel Bayma Kerth me confiou. Num relatório secreto do SEI, há um perfil encomendado dos dois coronéis que disputavam poder com Virgílio Távora: César Cals e Adauto.

Pena que o espaço já se faz miúdo. Mas em um parágrafo, resumo este rififi inocente sobre Adauto Bezerra pelos olhos dos espiões do SEI. Em 29 de agosto de 1980 rabiscaram: “Possui muita experiência política, sendo frio e persistente para a conquista de seus objetivos. É muito discreto, dificilmente deixando transparecer as suas ideias e sua posição, face a um acontecimento futuro de seu interesse”.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

DEFESA DO CÓDIGO FLORESTAL (2)

Uma carta musical - Dona Mocinha


Por Felipe Araújo
"A tristeza é senhora, desde que o samba é samba é assim”. Mas ontem, “a emoção foi geral”. Ela “agora está na eternidade. Na avenida da saudade, esperando a comissão do astral, pro julgamento final”. “Foi que o menino Deus chamou. E ela se foi pra cantar, para além do luar, onde moram as estrelas. E a gente fica a lembrar. Vendo o céu clarear, na esperança de vê-la”. Querida Dona Mocinha, “que falta faz sua alegria Sem você, meu canto agora é só melancolia”.

Recebeu “as flores em vida, o carinho, a mão amiga” de todos seus filhos e afilhados. Semeou “alegria, pra cantar a batucada”, “pra deixar de padecer”. “Se é pecado sambar”, a Deus pediu perdão. Não podia evitar “a tentação de um samba dolente que mexe com a gente”. Quis “sambar até morrer”. Amor “era o seu ambiente”.

“Hoje somos folha morta, metais em surdina. Fechada a cortina, vazio o salão”. “Mágoas, tudo passa com o tempo. Lágrimas são as pedras preciosas da ilusão”. Dona Mocinha tratava “com ternura o sofrimento”. E afastava “a solidão”. Agora que se “chama saudade”, “não precisa de vaidade, quer preces e nada mais”. “Naquela mesa está faltando” ela. Mas “o show tem de continuar”. “Até um dia”.

Felipe Araújo, repórter especial de O POVO e sambista

DEFESA DO CÓDIGO FLORESTAL

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dona Ivone Lara - 13 de abril de 1921



Tendência
(Dona Ivone Lara e Jorge Aragão)

Não... pra que lamentar
O que aconteceu... era de esperar
Se eu lhe dei a mão... foi por me enganar
Foi sem entender, que amor não pode ha... ver
Sem compreensão, a desunião... tende aparecer
E aí está... o que aconteceu
Você destruiu... o que era seu
Veja só...
Você entrou na minha vida
Usou e abusou, fez o que quis
E agora se desespera, dizendo que é infeliz
Não foi surpresa pra mim, você começou pelo fim
Não me comove o pranto de quem é ruim, e assim
Quem sabe essa mágoa passando
Você venha se redimir
Dos erros que tanto insistiu por prazer
Pra vingar-se de mim
Diz que é carente de amor
Então você tem que mudar
Se precisar, pode me procurar... procurar
Se precisar, pode me procurar

FORTALEZA - 285 ANOS - por Bruno Perdigão


FORTALEZA - 285 ANOS


Lei já aprovada pela Câmara Municipal

sábado, 9 de abril de 2011

O terrorismo de Columbine


por Mauro Santayana


É difícil separar a emoção da razão, quando escrevemos sobre tragédias como a de ontem. A morte de crianças nos toca fundo:  pensamos em nossos próprios filhos, em nossos próprios netos.  Por mais que deles cuidemos, são indefesos em um mundo a cada dia mais inóspito.


Crianças e professores são agredidos pelos próprios colegas nas escolas. Traficantes de drogas e aliciadores esperam às suas portas a fim de perverter os adolescentes.  Em 1955, baseado em livro de Evan Hunter, Richard Brooks dirigiu um filme forte sobre a brutalidade nas escolas norte-americanas, Blackboard Jungle,  exibido no Brasil com o título de Sementes da Violência.


É difícil entender como um rapaz de 24 anos se arma e volta à escola onde estudara, a fim de atirar contra adolescentes. No calor dos fatos, com a irresponsabilidade comum a alguns meios de comunicação, associaram o crime ao bode expiatório de nosso tempo, o “terrorismo muçulmano”. No interesse dessa ilação, chegaram  a anunciar que isso estava explícito na carta que ele deixou. Ela, no entanto,  revela loucura associada não ao islamismo, mas, sim, às seitas pentecostais, de origem norte-americana, com sua visão obscurantista da fé. São seitas que alimentaram atos de loucura como o de Jim Jones, ao levar 900 de seus seguidores, a Peoples Temple, ao suicídio, na Guiana, em 18 de novembro de 1978. É o que hoje fazem pastores da Flórida, ao queimar um exemplar do livro sagrado dos muçulmanos – e provocar a reação irada de fiéis no Iraque e no Afeganistão. Segundo revelou sua irmã, a mãe adotiva de Wellington, cuja morte o transtornou, pertencia à seita das Testemunhas de Jeová, preocupada com a pureza do corpo, que o assassino menciona em sua carta. A referência à volta de Jesus e ao dogma da Ressurreição dos justos, não deixa  dúvida. Ele nada tinha a ver com o Islã, apesar de suas recomendações lembrarem ritos mortuários comuns às religiões monoteistas.


A carta revela um jovem perturbado pela idéia de pureza. Aos 24 anos, o assassino diz que seu corpo “virgem” não pode ser tocado pelos impuros. Ao mesmo tempo, presumindo-se herdeiro da casa que ocupava em Sepetiba, deixa-a, em legado, para instituições que cuidem de animais abandonados. Os cães, que são a maioria dos bichos de rua no Brasil, são, para os muçulmanos, animais amaldiçoados.


É preciso rechaçar, de imediato, qualquer insinuação de fundamentalismo islamita ao ato de insanidade do rapaz. O pior é que homens públicos eminentes endossaram essa insensatez. O terrorismo de Wellington é o dos atos, já rotineiros, de assassinatos em massa nas escolas norte-americanas, a partir do episódio de Columbine em 20 de abril de 1999. Desde que os meios de comunicação e do entretenimento transformaram o homem nesse ser unidimensional, conforme Marcuse, o modelo  de vida, que o cinema, as histórias em quadrinhos, a televisão e, agora, a internet, nos  trazem, é o da pujante, bem armada e soberba civilização norte-americana. Ela nos prometia a realização do sonho da prosperidade, da saúde, da segurança, do conforto e da alegria, da virilidade e da beleza. Mas essa civilização é apenas pesadelo, contrato faustiano com o diabo, sócio emboscado da morte. O diabo começou a cobrar seu preço, ao levar essa civilização à loucura, no Vietnã; nas muitas intervenções armadas em terra alheia; em Oklahoma, em Columbine, em Waco, e nos demais assassinatos coletivos dos últimos anos.


Limpemos as nossas lágrimas, e reflitamos se vale a pena insistir nessa forma de vida. Se vale a pena continuar sepultando crianças, e com elas, os sentimentos de solidariedade, de humanismo, de civilidade e de justiça. As crianças que morreram ontem, ao proteger as mais fracas com seus corpos,  nos disseram  o que temos a fazer, para que a vida volte a ter sentido.

publicado originalmente no JB

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Chupando Gelo - Trio Nordestino

Paulo Vitor lembrou e aqui está o Trio Nordestino cantando Chupando Gelo. 
Chupando Gelo (Edésio Deda)
Tu ta comendo vidro
Não pai
To chupando a pedra d água
Joga essa peste fora
Fio
Esse diabo dói o dente
Fio
Olha que eu fui pegar nela
E minha mão ficou dormente
Fio
Botei ela dentro do saco
Fio
E guardei que ninguém viu
Fio
Molhou a farinha toda
Fio
Fez o trabalho e fugiu
Tu ta comendo vidro
Não pai
To chupando a pedra d água

Dircinha Batista - 7 de abril de 1922

 Dircinha Batista (Dirce Grandino de Oliveira, Rio, 1922) cantando Juro de Nelson Ferreira.

Revista Farol # 5

Enfim sai o número 5 da Revista Farol, publicação da prefeitura de Fortaleza. O lançamento será no dia 18 de abril as 20 horas no passeio público.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Verdade com Zeca Pagodinho

Cada qual com sua verdade.
 Esta é: Verdade de Nelson Rufino e Carlinhos Santana cantada pelo Zeca Pagodinho.



Verdade
Nelson Rufio e Carlinhos Santana


Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade!...
Prá ganhar teu amor fiz mandinga
Fui a ginga de um bom capoeira
Dei rasteira na sua emoção
Com o seu coração fiz zueira...
Fui a beira do rio e você
Com uma ceia com pão
Vinho e flor
Uma luz prá guiar sua estrada
A entrega perfeita do amor
Verdade!...
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade!
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida...
Meu amor, meu amor, incendeia
Nossa cama parece uma teia
Teu olhar uma luz que clareia
Meu caminho tal qual, lua cheia...
Eu nem posso pensar te perder
Ai de mim esse amor terminar
Sem você minha felicidade
Morreria de tanto penar
Verdade!...
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade!
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida...
Prá ganhar teu amor fiz mandinga
Fui a ginga de um bom capoeira
Dei rasteira na sua emoção
Com o seu coração fiz zueira...
Fui a beira do rio e você
Com uma ceia com pão
Vinho e flor
Uma luz prá guiar sua estrada
A entrega perfeita do amor
Verdade!...
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade!
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida...(3x)
Descobri que te amo demais!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Moacyr Luz - 5 de abril de 1958

Homenagem ao Moacyr Luz após tuitada de Felipe Araújo.

 Aniversário de @. Gênio da raça e reserva moral/poética da melhor música brasileira.


Pra que pedir perdão? (Moacyr Luz e Aldir Blanc)
Se é pra recordar dessa maneira,
sempre causando desprazer,
jogando fora a vida em mais uma bebedeira,
ó, sinceramente, é preferível me esquecer
Eu te prometi mundos e fundos
mas não queria te magoar
Eu não resisto aos botequins mais vagabundos
mas não pretendia te envergonhar
marquei bobeira...
Vi muitas vezes o destino
ir na direção errada
e a bondade virar completo desatino
a carícia se transformando em bofetada
Ah, eu sou rolimã numa ladeira
não tenho o vício da ilusão:
hoje, eu vejo as coisas como são
e estrela é só um incêndio na solidão
Se eu feri teu sonho em pleno vôo
pra que pedir perdão se eu não me perdôo?

Sobrevivência e pertença - Demitri Túlio

Por Demitri Tulio

  
O homem que matou as mais de 52 árvores no quarteirão da Santos Dumont com Virgílio Távora despertou em muitos fortalezense um sentimento de sobrevivência e quintal.

O que ainda há de verde e o que resta de micro, macro e média fauna na Metrópole são indispensáveis para que haja vida na Cidade acelerada de consumo, prédios, asfalto e uma multidão de carros velhos de luxo.

Da esquina da Santos Dumont com Virgílio Távora, os olhos de boa parte dos fortalezenses vigiam o Cocó.

Bom que seja assim, mesmo um pouco tarde, depois de tanto desmatamento e acuarem o rio que ainda costuma ir brincar no mar.

Suas dunas, suas lagoinhas de passagens, seus pássaros, suas aves pescadoras, roedores, anfíbios, lagartos, borboletas e o mais miúdo dos organismos, não são descartáveis ou transferíveis.

E ninguém é contra a construção civil sustentável e a propriedade privada. Não. O que assombra é a forma avassaladora e capital com que se transforma o verde em cinza-cemitério.

Bom que na cidade se fortaleça mais e mais o sentimento de sobrevivência, quintal e pertença.

Do Cocó ao Bom Jardim, da Barra do Ceará à Água Fria (o desmatamento lá
é grande), na Grande Fortaleza e na caatinga cearense que vira lenha nas pizzarias e hotéis da Aldeota.

Demitri Túlio, repórter especial do O POVO

http://bit.ly/fv1MAA

Cenas Urbanas (4)

A cena urbana (4) é outra ocupação de espaço público. Fica na Rua Marechal Rondon entre as Ruas Eduardo Garcia e Desembargador Leite Albuquerque. Na primeira imagem vemos a rua como está. Na segunda imagem está detalhado a rua e a ocupação. 
para ampliar clique na imagem. via Google Earth

imagem 1 - Rua hoje.


Imagem 2 - detalhamento da ocupação da rua.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A mosca que sonhava ser uma águia - Augusto Monterroso (4)



A Mosca que sonhava ser uma Águia
Augusto Monterroso 

Havia uma vez uma Mosca que todas as noites sonhava que era uma Águia e que se encontrava voando pelos Alpes e pelos Andes.
Nos primeiros momentos isso a tornava louca de felicidade; mas passado um tempo lhe causava uma sensação de angústia, pois achava as asas grandes demais, o corpo pesado demais, o bico duro demais e as garras fortes demais; bom, todo esse enorme aparato lhe impedia de pousar a seu gosto sobre deliciosos pastéis ou sobre imundícies humanas, assim como apaziguar a consciência dando cabeçadas contra os vidros do quarto.
Na realidade não queria andar nas grandes alturas ou nos espaços livres, nem muito menos.
Mas quando voltava a si lamentava com toda a alma não ser uma Águia para sobrevoar montanhas e se sentia tristíssima de ser uma mosca, e por isso voava tanto, estava tão inquieta, e dava tantas voltas, até que lentamente, chegava a noite, voltava a colocar as têmporas no travesseiro.

Ela faz cinema - Chico Buarque

Por Alfredo Pessoa

"Do autor tudo se sabe. Esta música foi encomendada pelo diretor Roberto Oliveira, responsável pela coleção em DVD de Chico, para a peça intitulada "Cinema". O interessante foi o retorno de Chico a Bossa Nova, mostrando que ele sabe também como fazer o ritmo que tanto o influenciou no início de sua carreira."

Ela Faz Cinema (Chico Buarque)

G7+ F#7 Bm/A G6/7
Quando ela chora, não sei se é dos olhos pra fora, não sei do que ri
C7+/9 Cm6 Bb7+
Eu não sei se ela agora, está fora de si, ou se é o estilo de uma grande
Bb7 Bb7/F
dama
Am7 Bm6 F7+/C Cm6 B7
Quando me encara e desata os cabelos, não sei se ela está mesmo aqui
Em7 A6/7 Am7 D7/9
Quando se joga na minha camaDm7/9 G6/7 Db7/9 C7+/9 Cm6
Ela faz cinema, ela faz cinema, ela é a tal
Bm7 Bbm5+/6 Bbm6 Am7 Ab7/9
Sei que ela pode ser mil, mas não existe outra igual

Quando ela mente, não sei se ela deveras sente o que mente pra mim
Serei eu meramente mais um personagem efêmero da sua trama
Quando vestida de preto, dá-me um beijo seco prevejo meu fim
E a cada vez que o perdão me clama
Ela faz cinema, ela faz cinema, ela é demais


Bm7 Bbm5+/6 Bbm6 Am7 Ab7/9 G7+
Talvez nem me queira bem, porém faz um bem que ninguém me faz

Gb5+/7 D6/F G/F
Eu não sei, se ela sabe o que fez,
D6/F# E7/F# Em7 B7/Eb
quando fez o meu peito cantar outra vez
Em7 Ebm5+/6 Dm6 Db7/9 C7+/9 Cbm6 C/Bb
Quando ela jura, não sei por que Deus ela jura que tem coração
Dm7/A A7 Am7 D7/9
E quando o meu coração se inflama
Dm7/9 G6/7 Db7/9 C7+/9 Cm6
Ela faz cinema, ela faz cinema, ela é assim...(faz cinema faz)
Bm7 Bbm5+/6 Bbm6 Am7 Ab7/9 G7+
Nunca será de ninguém porém eu não sei viver sem e fim.

Uísque com frutas = Red Mix

Se eu já achava o Johnnie Walker, arroz de festa, imagina depois que ví estes dois porta guardanapos num restaurante. Isso mesmo que vocês estão vendo uísque com frutas vermelhas e o outro uísque com maracujá.
Haja invenção. Haja criatividade.